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13 Sinais de que o seu relacionamento precisa de Terapia de Casal

Algumas pessoas chegam na terapia de casal quando já estão com os 2 pés na separação. Dá pra reverter o quadro? Dá. No entanto, quanto mais mágoas, mais trabalhoso é. Às vezes nem dá tempo de concluir o processo, pois o relacionamento já chegou ao limite.

Por isso, quanto antes o casal iniciar a terapia, melhor. Muito maior é a chance de reverter a situação e o casal ter uma vida a dois saudável, feliz e duradoura.

Com certeza, muitos podem ser os motivos que levam um casal a buscar a Terapia de Casal, mas aqui você encontrará os principais sinais de uma relação debilitada. Quanto mais as-pectos você se identificar, mais crítica a situação está. Vamos lá!

1. Problemas na comunicação.

Um fala uma coisa e o outro entende outra. Normalmente ambos estão armados e não estão abertos para realmente ouvir o outro. Tudo é considerado um ataque e você tem a sensação de que precisa se defender o tempo todo. É como se estivessem falando línguas diferentes. Difi-cilmente conseguem resolver um problema ou chegar em um consenso.Quando tentam con-versar, normalmente a conversa vira uma briga. Problemas antigos são trazidos a tona e a con-versa perde o foco inicial. Muitas vezes a discussão vira uma troca de farpas e acusações. En-cerram a discussão magoados, irritados e sem resolver nada.

2. Pequenas questões do dia a dia se tornam grandes problemas.

Tudo vira briga! A louça na pia, o “bom dia” que não foi falado, a mensagem que foi respondida de forma “errada”, a toalha em cima da cama, o lixo que não foi tirado, o brinquedo da criança que não foi guardado… Nada passa batido, nada é relevado!

3. Sexo ruim, com pouca qualidade/frequência.

Uma das primeiras coisas afetadas costuma ser o sexo. Se algo não vai bem na relação, 99% de chance do sexo também não ir bem. Frases como “me tratou mal o dia inteiro (ou me ignorou ou foi grosseiro etc) e a noite quer sexo? Não sou uma máquina, estou chateada, não tenho vontade.” costumam ser frequentemente pensadas ou faladas.

4. Convivência difícil.

Você tem a sensação de que está muito difícil se relacionar com o outro, mesmo que não identifi-que exatamente o porquê.

5. As conversas se tornam brigas.

Quando tentam conversar, normalmente a conversa vira uma briga. Não conseguem resolver o problema inicial e ainda trazem diversos outros problemas anteriores para a conversa. Muitas vezes a discussão vira uma troca de farpas e acusações. Encerram a discussão magoados, irrita-dos e sem resolver nada.

6. Já pensaram/falaram de separação

Alerta vermelho para esse item!! Se já pensaram ou falaram em separação, provavelmente estão frustrados, cansados e sem esperança. A sensação de já ter tentado muito, sem sucesso, faz com que vocês pensem que a única solução é a separação. Muitos casais chegam na terapia nessa fase e o que eu sempre explico é que a separação deve vir de uma decisão e não de um cansaço. Se o casal avaliar a situação, entender as questões um do outro e, aí sim, resolver se separar, essa decisão pode ser realmente autêntica, pertinente e saudável. Mas se for gerada por um impulso ou porque você está cansada do relacionamento, a separação pode não ser pertinente ou saudável, pois não é uma decisão autêntica, já não houve uma real avaliação da situação.

7. Desconfiança e ciúmes.

Desconfiança e ciúmes em excesso é muito desgastante e mina o relacionamento. Ciúmes não evita traição, mas faz as relações sucumbirem.

8. Dificuldade para lidar com uma situação (traição, nascimento do filho, questões na família do cônjuge, mudança de emprego etc).

Quando uma situação nova aparece, precisamos aprender a lidar com ela e nos adaptar a essa novidade. Só que nem sempre é fácil. Mesmo que seja algo positivo, como o nascimento de um filho muito desejado ou uma promoção no emprego, o casal pode ter dificuldade em se adaptar. Essas situações novas podem gerar uma crise na relação.

9. Evitam estar juntos.

Algumas pessoas começam a sair mais tarde do trabalho ou inventam coisas para fazer na rua para evitar ficar em casa. O clima está tão ruim, que quanto menos tempo passar juntos, melhor.

10. Mágoas e situações antigas não superadas.

Vocês acham que superaram uma situação antiga difícil, mas sempre que podem jogam isso na cara do outro. Ou seja, não superaram. Cada vez que o assunto vem a tona, gera mais mágoa e problemas.

11. Só se falam para resolver as questões da casa/filhos.

Não falam mais de vocês, de como foi o dia um do outro, não fazem planos… Não existe interesse na vida do outro e nem vontade de falar sobre a sua vida. Só falam o essencial para resolver as questões práticas do dia a dia. Não existe mais vida de casal, apenas coabitam a mesma casa.

12. Falta de respeito.

Não tomam mais cuidado em não magoar o outro. Xingam, ofendem e falam coisas que sabe que vai magoar. Isso sem falar na existência de casais que chegam até a agressões fisicas, o que é crime.

13. Falta de paciência e irritação.

Vocês não têm mais paciência um com o outro, ficam constantemente estressados e se irritam com a pessoa por qualquer motivo. Respondem grosseiramente e falam com o outro de “qualquer jeito”. Tudo que a pessoa faz te irrita.

Se você identificou pelo menos um desses sinais, busque a Terapia de Casal. Não espere o tempo passar de braços cruzados, achando que as coisas vão se acertar. Porque não vai! Pelo contrário, quanto mais tempo passar, mais mágoas vocês vão acumular e mais difícil será para reverter.

Não espere o seu relacionamento chegar no fundo do poço para procurar ajuda!

Como eu evitei uma briga no meu relacionamento

Quando estava de férias em Foz do Iguaçu, quase tive uma briga com o meu marido, mas por causa de um pensamento que tive, consegui evitá-la.

Gravei um vídeo para compartilhar esse pensamento com você. Isso foi fundamental para que eu estragasse o dia ou até mesmo a viagem toda!

Espero que ele te ajude assim como me ajudou

E você? O que achou dessa dica? Comenta aqui

E não esqueça de compartilhar para ajudar outras pessoas que podem estar passando por isso e não sabem como resolver esse problema

https://youtu.be/oy7yAfNfDhk

Qual é o limite entre aceitar os defeitos do outro ou terminar a relação?

Que todos têm defeitos e qualidades, todo mundo sabe. Mas até que ponto você deve aceitar os defeitos do outro?Será que é melhor terminar a relação?

Será que você está sendo muito exigente?

Será que é melhor aceitar para não ficar sozinho(a)?

Será que o outro vai mudar?

Será que você está tentando sozinho(a)?

Será que deve jogar tudo para o alto?

Os questionamentos são muitos. E talvez você esteja nesse momento atualmente ou já esteve em alguma fase da sua vida.

Normalmente, no início tudo são flores e a gente nem enxerga os defeitos da pessoa. Isso é causado pela paixão, pela euforia do início e pela enorme vontade de querer fazer dar certo dessa vez.

Com o tempo e a convivência, essa euforia diminui e você começa a enxergar coisas que o outro faz e que não te agrada.

Esses defeitos não são novos, não surgiram do dia para a noite. Eles sempre estiveram ali, você que não os via.

Além disso, todas as nossas características possuem um lado positivo e um negativo. Ou seja, aquela qualidade pela qual se apaixonou, pode ter um lado negativo que você considera um defeito. Por exemplo, um cara que te despertou interesse por ser “família” e bom filho, pode ter uma dependência emocional com a mãe e você se sentir sempre em segundo plano. Ou uma mulher bem sucedida que você se interessou por ser muito segura, pode te despertar dúvidas se ela realmente gosta de você, pois é inflexível e quer tudo do jeito dela.

Ou seja, quando você se interessa pelas características da pessoa, você leva de “bônus” os defeitos referentes a elas também. TUDO tem os dois lados.

E a interpretação do que é um defeito é muito pessoal. Aquilo que uma pessoa considera um defeito, outra pode considerar uma qualidade. Aquilo que é grave para um, pode ser leve para outro. Não existe uma interpretação universal. Não existe certo e errado nesse caso.

Outra coisa que é fundamental considerar (e que as pessoas esquecem) é que o relacionamento é composto de duas pessoas e uma alimenta os comportamentos da outra (tanto negativos quanto positivos).

Você reclama que a seu marido é bagunceiro e não ajuda em casa, mas arruma toda a bagunça dele. Aí você briga, fala que ele não faz nada nunca, que você tem que fazer tudo e na próxima bagunça, você vai lá e arruma tudo de novo. E reclama tudo de novo. É um ciclo sem fim.

“Mas, Renata, se eu não arrumar, a casa vai ficar bagunçada!”

Sim, vai. E qual é o problema? Vai acontecer algo grave (de verdade) se a casa ficar bagunçada?

Como você quer que o outro arrume a casa se não dá oportunidade para isso?

“Mas ele não vai fazer… A casa vai ficar bagunçada e eu vou ter que fazer depois!”

1º: como você sabe que ele não vai fazer se nem sequer tentou?

2º: a casa vai ficar bagunçada por 1 dia, 2 dias, 1 semana, 1 mês… Seja lá quanto tempo for, mas certamente não vai ficar para sempre. Pode ser que ele não arrume no primeiro dia, no entanto, se você tiver paciência para esperar, talvez ele arrume depois de uma semana ou dê uma solução alternativa, como contratar uma diarista, por exemplo.

O fato é que não adianta reclamar dos defeitos do outro. A chave está em avaliar o que você faz que alimenta esse defeito.

Você reclama que sua esposa trabalha muito e não tem tempo para o casal, mas você vive com a conta bancária negativa e ela precisa sempre cobrir os seus buracos. Você reclama que seu namorado te sufoca, mas incentiva que ele tenha ciúmes, pois se sente amada. Você reclama que a sua namorada grita, mas ouve os gritos dela calado.

Apesar de certas características parecerem fixas, como se você tivesse nascido assim e fosse impossível mudar, não são. Todo comportamento é um hábito. Ele foi aprendido, construído e reforçado. O defeito não surgiu do nada. Certamente ele vem sendo alimentado sem você se dar conta. É mais fácil apontar, criticar e culpar o outro pelo relacionamento estar ruim do que olhar para si e verificar o que você faz que está sendo negativo para a relação, já que nem todo mundo gosta de enxergar seus próprios defeitos e erros.

Quando você já não aguenta mais os defeitos do outro, a única forma de melhorar a relação é com a sua mudança. Não adianta tentar mudar o outro. NUNCA funciona! Ele só vai mudar se quiser e não porque você está brigando. Lembre-se que ninguém muda ninguém. Você não tem uma varinha mágica que pode mudar os outros ao seu bel-prazer.

Além disso, você deve avaliar se consegue conviver com esses defeitos. A tendência do outro mudar, caso você mude, é grande, mas quando se trata de pessoas, nada é 100% garantido. Então, pense o que fará caso o outro não mude. É possível conviver com isso? Se for algo inviável, é importante rever a relação.

Claro que não adianta querer que o seu parceiro(a) seja a pessoa perfeita. Nem ele, nem ninguém será. Mas isso não significa que você tem que aceitar tudo em prol do amor e do relacionamento. Todos tem o seu limite. Saber qual é o seu e não aceitar aquilo que é intolerável para você também é um ato de amor. De amor próprio.

Estar em uma relação infeliz, não saudável e que não te faz bem porque você “ama muito o outro”, tem muito mais a ver com apego, dependência e insegurança do que com amor.

Avalie também se a mudança que você pode fazer é viável. É algo que fere os seus princípios, as suas crenças e a sua vontade? Se for algo que te agrida, também é importante rever a relação. Se você achar que a mudança é possível e estiver disposta a tentar, tome a iniciativa agora. Para que deixar para depois?

Lembre-se que as mudanças não acontecem do dia para a noite. Mesmo que você mude, pode ser que o outro não reaja a essa mudança de forma imediata. Afinal, vocês estão a muito tempo seguindo um padrão e alimentando esses comportamentos negativos. Não dá pra querer que tudo mude como mágica de uma hora pra outra. Tempo, paciência e repetição são fundamentais. Se a sua atitude for diferente uma vez, não tiver o resultado esperado e você desistir porque “não adianta tentar, nada vai funcionar”, sua relação estará fadada aos mesmos problemas e defeitos, podendo chegar até ao término ou a empurrar com a barriga uma relação infeliz.

Independente de estar ou não em um relacionamento, a sua felicidade, saúde e bem estar deve sempre estar em primeiro lugar, independente das convenções sociais. Não esqueça: o amor pode (e deve) ser leve, saudável e feliz!

Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho… Será?

Crescemos bombardeados de músicas falando de amor, filmes onde o casal sempre termina junto e com aquela tia perguntando no almoço de família quando você vai arrumar um “namoradinho”(a). Mas afinal, em uma cultura onde o “felizes para sempre” é tão valorizado, será que é possível viver “feliz para sempre” sozinho?

Pensando nisso, te faço uma outra pergunta: você sempre foi feliz enquanto estava em um relacionamento?

Acredito que sua resposta seja “não”, certo? Claro que tiveram momentos muito felizes, mas não foram todos.

Ou seja, estar em um relacionamento não é garantia de felicidade. Assim como estar sozinho também não é.

Não há nada de errado em querer se relacionar. Errado é achar que só assim será feliz. A questão é que as pessoas depositam todas as suas carências no outro, como se ele tivesse a obrigação de supri-las e fazê-la feliz. Mas não tem! A sua felicidade é uma responsabilidade sua, não do outro.

Todos nós temos questões, problemas e fragilidades. Em uma relação, as suas questões podem se chocar com as do seu parceiro(a) e, muitas vezes, temos a sensação de que o problema é do outro. Aí a solução mais prática é culpá-lo, dizer que ele tem que mudar ou até mesmo trocar de parceiro, “já que esse era muito problemático”. Não olhamos para nós mesmos e não cuidamos das nossas questões. O resultado é ir para outro relacionamento e novamente jogar nossas carências não resolvidas para que o outro resolva. Claro que a chance de não dar certo de novo é enorme.

Ouço muita gente dizendo que não sabe viver sozinha. Mas estar com alguém é um desejo e não uma necessidade. Por exemplo, um bebê precisa de um adulto para sobreviver. Ele não tem capacidade para se alimentar e se proteger sozinho. Sem um adulto, ele morre. Isso caracteriza uma necessidade. Ou seja, você não precisa de ninguém para viver, mas pode tê-lo, se desejar.

Nunca gostei de frases como “fulano é a metade da minha laranja”. Dá a sensação de que somos incompletos, que precisamos do outro para preencher o que nos falta. Às vezes até falta alguma coisa sim, mas nós é que temos que preencher esse vazio. O problema é que quando depositamos isso no outro, ficamos dependentes, pois, se a relação terminar, nos sentimos vazios e incompletos novamente.

Por isso é fundamental saber ser feliz sozinho, antes de ser feliz com alguém. Dessa forma, estar com alguém não será uma necessidade e seu relacionamento será mais saudável, pois não vai depositar nele algo que não o pertence e nem vai se submeter a tudo apenas para não ficar sozinha. Você saberá ser feliz sozinha e, se quiser compartilhar a sua companhia e felicidade com alguém, ótimo. Se não quiser, ótimo também. Você não é obrigada a ter uma pessoa.

Então, faça coisas para preencher o seu vazio. O autoconhecimento é a chave para entendê-lo e descobrir como preenchê-lo. Senão, fica aquela sensação de “está faltando algo, mas não sei o que é”. Aí você vai buscar a resposta no lugar errado: no seu parceiro(a). Mas se você chegou até aqui, acho que já descobriu onde é o lugar certo, não é? De qualquer forma, vou dar uma dica através de um quadrinho que tem no meu consultório que diz “Antes de achar a sua alma gêmea, ache a sua alma”. E conte comigo pra isso! 😉


Descubra: Como fazer o amor Não Acabar Junto com o Verão.

Quem nunca sonhou com aquela paixão arrebatadora que surge em meio às suas férias em um lugar paradisíaco? E quando você encontra aquela pessoa especial e a viagem de férias está prestes a acabar… será que o amor de verão vai acabar também?

Bom, se vocês moram na mesma cidade, não tem porque não investir nesse amor.

Mas, e se morarem em cidades, estados ou até países diferentes? Será que vale a pena investir?

Namoro a distância tem os seus desafios, entre eles, a saudade, ciúmes e a insegurança. Mas se souber lidar com eles, o amor de verão pode subir a serra sim.

Primeiro, é importante lembrar que o outro possui uma vida e vai vivê-la, mesmo você estando longe. Ele vai trabalhar, sair com os amigos, se divertir…

E o fato dele se divertir sem você, não significa que ele não gosta de você. Mas ele não vai ficar trancado em casa, esperando o dia que vocês vão se ver. E você também não, assim espero.

Segundo, vocês vão sentir saudades sim, já que estarão longe, mas podem pensar em alternativas para amenizar isso, como fazer chamadas de vídeo, tentar se encontrar sempre que possível, mandar presentinhos pelo correio…

Terceiro, mesmo longe, faça o outro participar da sua vida, para que se ele se sinta integrante dela. É muito comum a pessoa se sentir de fora da vida do outro por causa da distância, por não estar tão presente no dia a dia como outras pessoas estão. Por isso, faça coisas que mostrem ao outro que, mesmo distante, ele faz parte da sua vida. Conte sobre o seu dia, fale sobre os planos, fale sobre os seus amigos (mesmo que ele não os conheça), conte as novidades…

Quarto, para amenizar o ciúmes, dê segurança ao outro. Mostre que você gosta dele e que ele não precisa se preocupar com você se interessar por outra pessoa. Mesmo longe, vocês estão juntos.

Quinto, ter realmente vontade de dar certo. Quando se tem vontade, a gente busca soluções para os desafios que aparecem. Sem essa real vontade, tudo vira um grande problema e é mais fácil pensar em terminar porque “não vai dar certo” do que buscar soluções.


 

Cobrança em Excesso pode Acabar com o Relacionamento

Quem nunca esperou um pedido de casamento depois de anos de namoro e cobrou expectativas que não se concretizaram em um relacionamento e quando a coisa saiu do controle resolveu pressionar e culpar o seu parceiro para que saísse exatamente do jeito que você gostaria e isso gerou um transtorno enorme?

Esse tipo de situação, quando recorrente, gera um desgaste e pode levar ao fim do relacionamento. As Drs se tornam frequentes, as brigas, as cobranças, conversas e todos os tipos de mecanismos para convencer o outro a fazer o que você quer acabam se tornando a única possibilidade, mas não é.

É claro que a conversa é importante e ela deve existir, mas, nem sempre ela funciona. Tem uma outra atitude que funciona muito e as pessoas não fazem: a mudança de comportament

Ao invés de cobrar o outro para que ele mude o comportamento dele, foque na sua mudança. Isso faz com que aquela situação negativa não vire cobrança e sim aprendizado.

Aprender com a situação negativa que você teve é importante para que na próxima vez você consiga agir de forma diferente. Não aja da mesma forma achando que o outro vai agir de forma diferente. Ele não vai. Agora, se você agir de forma diferente a probabilidade do outro também agir de forma diferente é muito grande.

Adotar uma nova postura é importante para possibilitar uma nova atitude do seu parceiro. Quando você fica sempre com o mesmo comportamento apenas cobrando o outro não vai ter resultado diferente e o relacionamento tende a ficar chato e desgastado.


A Era dos Antidepressivos e Ansiolíticos

Não, não falo de você que toma antigripal e xarope sem prescrição médica quando começa a ter sintomas de resfriado. Esse texto é para quem acredita que precisa tomar remédio porque não está atingindo alguma expectativa que a sociedade colocou nas suas costas.

Quem nunca achou que tinha déficit de atenção porque não conseguia ficar atento àquela aula chata de matemática? E quem nunca achou que aquele colega que só tirava notão que era normal, mesmo tendo sido o único de 30 alunos que tirou mais que 6?

Vivemos em uma sociedade que está a todo tempo nos exigindo o melhor sem nos dar condições de atingir esse resultado de maneira adequada. Sabe qual a consequência disso?

Segundo uma matéria de 2016 da revista Super Interessante, o Brasil é o maior consumidor de Rivotril (quem nunca ouviu falar?) do mundo. Não te parece estranho que tanta gente precise de um ansiolítico para ser “normal”?

Nossa sociedade tende a nos culpar por tudo que não está indo de maneira ideal na nossa vida. Mesmo que a violência só cresça, o dinheiro público seja mal gasto, não haja emprego e acesso à educação e saúde de qualidade para todos, a culpa é toda colocada em nossas costas por estarmos insatisfeitos, estressados ou tristes. Aí que você cai na medicalização.

Medicalização não é quando você toma um remédio por conta própria para lidar com uma doença ou dor. Medicalização é quando a sociedade te faz acreditar que está doente por não estar atendendo o modelo de sucesso mostrado na televisão.

Entramos nessa para aumentar nosso desempenho, em qualquer área da nossa vida. Ansiolíticos para trabalhar sem surtar com o estresse, antidepressivos para dar conta de uma rotina desumana, “bombas’ para ter um corpo perfeito… Não vou nem começar a falar de drogas ilícitas, mas pode ter certeza que a grande maioria dos viciados entra nessa vida para lidar com alguma frustração da vida real.

Não quero com esse assunto passar uma ideia de que sou contra medicamentos, não é isso. Há vários casos em que um tratamento medicamentoso se faz necessário. A questão é que você precisa de um profissional especializado para direcionar esse tratamento. O problema não é o remédio, mas sim o uso indiscriminado, o estímulo por parte da indústria farmacêutica e a banalização dos diagnósticos. Toda medicação pode trazer efeitos colaterais e, remédios controlados, como os ansiolíticos, causam dependência química – fazendo com que a pessoa que faça uso constante precise sempre aumentar a dose para ter o efeito desejado.

Se você escolhe se medicar para lidar com um problema da sua vida, acredite, se anestesiar não vai fazer o seu problema diminuir. Apenas faz com que você não dê atenção para ele, o que pode ser um ambiente perfeito para o seu bebê problema crescer forte e se tornar um super problema. O ideal é parar e pensar o que pode ser mudado na sua vida para que você possa enfim viver de forma mais saudável.

Vou estar puxando muito o peixe para o meu lado se eu disser que psicoterapia serve justamente para ajudar nisso? Enfim, o que eu quero dizer é que aumentar a consciência é o que você precisa para resolver seus problemas. A medicalização cala essa consciência







Como tomar decisões Através de como eu tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida

Tomar decisões nunca foi uma tarefa fácil pra mim.




Talvez seja porque eu tenho lua em libra ou porque minha mãe é muito indecisa e eu puxei isso dela, mas o fato é: eu odeio tomar decisões

Por isso, sempre que posso, fujo delas. Empurro com a barriga mesmo, de forma consciente, pra ganhar tempo e ver se, magicamente, a coisa se resolve e eu não preciso decidir nada.
Uma das decisões mais difíceis da minha vida

Lembro que uma das decisões mais difíceis da minha vida aconteceu em 2010-2011.

Não sei se você sabe, mas eu já fui bailarina. Tenho mais de 15 anos de dança, me formei no curso técnico de jazz e ballet, fiz parte da cia de jazz da escola que eu dançava e dei aula de jazz por uns 4 anos. Eu amava isso demais! Até pensei em fazer faculdade de dança, mas depois desisti.

O fato é que eu fiz audição para trabalhar como bailarina em um circo nos EUA e passei. Fui fazer o teste achando que eu não ia passar (mais uma vez fugindo de tomar decisões), mas passei. E tinha uma amiga minha que estava lá nos EUA, trabalhando no mesmo circo, o que me empolgava mais ainda. Eu iria passar 8 meses (podendo renovar) tendo uma experiência incrível de conhecer vários lugares, várias pessoas, viver algo totalmente novo e ainda trabalhar dançando. Seria um sonho… Se isso não tivesse acontecido, 2 anos depois de me formar, quando eu estava terminando a minha pós e indo super bem na minha carreira como psicóloga.

Chegou a hora de decidir

E aí começou o tormento na minha vida, que levou meses pra passar!

Eu tinha que decidir se jogava tudo o que eu estava construindo pro alto, ia viver essa experiência e quando eu voltasse, começaria a minha carreira do zero ou se abria mão dessa aventura, seguia com a minha vida profissional decolando e continuava indo rumo aos meus objetivos pessoais e profissionais já traçados (como por exemplo, conseguir me sustentar para sair da casa da minha mãe, o que seria muito adiado caso eu viajasse).

Se essa oportunidade tivesse surgido durante a faculdade ou logo após me formar, eu não teria dúvidas: iria com certeza!

Mas naquele momento de vida, eu tinha muitas coisas que pesavam na decisão.

Eu fiquei meses pensando nisso! Esse assunto foi tema de muitas sessões de terapia e conversas com amigos e família.

Vezes eu achava que estava decidida a ir e vezes a ficar. Eu empurrei com a barriga o quanto pude! Só que, nesse caso, eu tinha um prazo: a data do embarque.

Eu tirei medida para os figurinos, tirei o visto, a passagem foi emitida… E faltando, literalmente 15 dias para o embarque, depois de muito pensar e repensar em tudo, eu decidi não ir.

Eu percebi que qualquer que fosse a minha decisão eu nunca teria certeza se aquela era a decisão certa e sempre ficaria com o “e se” na cabeça. Então, resolvi que eu teria a oportunidade de conhecer esses lugares em outro momento (claro que não seria a experiência do circo, mas tudo bem) e seguiria com aquilo que eu acreditava que era a minha missão de vida: ajudar pessoas.

Mesmo depois de tanto tempo, às vezes me bate o pensamento na cabeça “e se eu tivesse ido?”, mas tenho certeza que se eu tivesse ido, hoje eu teria o mesmo pensamento “e se eu não tivesse ido?”. Então, tudo bem. Não me arrependo.

Foram meses de sofrimento pra tomar essa decisão. Angústia, medo, ansiedade, cobrança… senti tudo isso nesses meses e quanto mais perto chegava da data do embarque, mais esses sentimentos se intensificavam. Era uma decisão muito importante e eu não queria errar.

Aliás, é isso que me faz odiar tomar decisões: medo de errar.

Como tomar a melhor decisão?

Eu tento me cercar de todas as formas que vou tomar a decisão certa e, por isso, tendo a demorar a decidir porque penso em mil possibilidades. E, nesse meio tempo, espero que uma fada madrinha apareça e me diga qual é a melhor opção, para eu não correr o risco de fazer a escolha errada. Por fada madrinha, digo amigos, tarô, mapa astral, família… qualquer coisa externa que me tirasse a responsabilidade da decisão e a certeza do caminho correto.

Bom, óbvio que essa fada madrinha nunca apareceu. E todas as vezes que eu deixei o “mundo” decidir ao invés de eu mesma tomar as rédeas, eu só me lasquei.

Esses dias ouvi uma frase que dizia que quando a gente não enfrenta um problema de frente e vira as costas pra ele, ele vem e nos pega de costas. E, infelizmente, por experiência própria, eu sei que é isso mesmo que acontece. Todas as vezes que virei as costas para um problema e fugi da decisão, o problema me pegava desprevenida. Com isso, eu não tinha mais possibilidade de escolha e as consequências eram bem piores do que qualquer decisão que eu pudesse ter tomado.

Como saber se a decisão tomada foi a certa?

Cada vez mais eu entendo que estamos nessa vida pra aprender e que a decisão que você tomar, vai ser a melhor para aquele momento. Seja porque aquele era o caminho a ser tomado, seja porque você tinha algo a aprender, mesmo que fosse na dor. E não importa o quanto você pense, nunca terá a certeza que procura.

Eu entendi que devemos agradecer pelos nossos erros, porque tudo o que a gente passa, é o que precisamos passar naquele momento, mesmo que a gente não goste. E, se não aprendermos dessa vez, a vida vai nos fazer passar por isso de novo, e de novo e de novo… até aprendermos a lição.

Me falaram que estamos nessa vida pra aprender e não para não se machucar. Como uma criança que machuca o joelho ao aprender a andar. Ela precisou se machucar pra aprender a como não fazer. Certamente ela vai fazer outras coisas e vai se machucar outras vezes, mas vai aprender a andar. Imagina como seria se ela tivesse desistido no primeiro arranhão, seja por medo, pela dor ou por não ter certeza de como fazer?!

Eu sou essa criança aprendendo a andar. E você também. A vida não tem um manual de instruções. A gente tenta, erra, fica mal. Tenta, acerta, fica bem. E assim, vamos até o dia da nossa morte: aprendendo a andar e percebendo que nenhum joelho ralado ou pé quebrado supera a felicidade de quando finalmente conseguimos andar e somos tomados por um sentimento de orgulho porque todo o esforço valeu a pena!

Sinais que você está em um Relacionamento Tóxico

Você sente que não pode ser você no seu relacionamento?

Seu namorado/marido vive ameaçando terminar?

Você acha que tem sorte dele estar com você?

Seus amigos te dizem que esse relacionamento não te faz bem?

Se você respondeu sim, fique comigo que posso te ajudar!

Muito vêm se falando em relacionamentos tóxicos, devido aos inúmeros casos que todos os dias tomam conta da mídia. Infelizmente, é grande o número de pessoas que vivem aprisionadas, com parceiros que roubam a sua energia e a vontade de viver. Uma característica de relacionamento tóxico é quando um se sente superior ao outro e quer que as coisas sejam apenas do seu jeito, por isso critica, humilha, não deixa a outra pessoa fazer o que gosta, nem ser ela mesma e até a faz se sentir mal para que ele se sinta bem. É diferente de uma relação conflituosa, em que há problemas e brigas, mas não há superioridade e controle, em que você perde a sua identidade, como ocorre na relação tóxica.

A realidade é que quem está dentro da relação, muitas vezes não consegue perceber, ou quando percebe, não tem noção da gravidade e vai criando expectativas de que um dia tudo irá mudar. Há pessoas que percebem e querem sair da relação, mas se veem sem forças e dominadas pelo medo. Em sua maioria, vivem uma relação de dependência, seja ela física, emocional ou financeira, sem distinção de classe social, raça, etnia e gênero.

A série YOU (Você), exibida pela Netflix, retrata bem essa temática. É um suspense psicológico, protagonizado por Joe, um stalker que persegue mulheres pelas quais se apaixona. Um homem bonito, carismático e dedicado, que camufla seu lado cruel, manipulador, mentiroso e perigoso. Como muito ocorre na vida real, há quem o romantize e ache ele um homem bom, mas essa está longe de ser a verdade. Por isso, é importante, mesmo apaixonada, tirar a venda dos olhos e enxergar além, observando suas atitudes e comportamentos.

Se o seu parceiro(a) diz estar muito apaixonado(a) e que preza pela sua segurança, mas controla sua rotina, proíbe suas saídas com amigos e familiares, tenta te convencer que o melhor é ficar ao dele(a), te sufoca, oprime, critica constantemente, ofende com xingamentos, não vê seu esforço, minimiza suas conquistas, não te permite ter voz e vez, e faz você não se reconhecer mais, perdendo a sua identidade, ligue o alerta. Observe todos os sinais e tenha cuidado com as armadilhas. Frases como: “Você não presta para nada”, “Você é burra(a)”, “Você não sabe fazer”, “Você nunca vai encontrar alguém como eu”, “Tem sorte de me ter ao seu lado”, “Quem diria que uma pessoa como eu estaria com uma pessoa como você”, etc. traduzem um comportamento tóxico e dominador que te invalida como pessoa e traz sérios prejuízos à sua saúde física e mental.


Fonte: Pesquisa Google: Relacionamento tóxico

É importante estar atenta, pois as pessoas dão sinais o tempo todo, de quem são e como são. Quando você se relaciona com uma pessoa que é ciumenta, que quer controlar onde você está, com quem você está, o que está fazendo, que te dá a sensação de estar “pisando em ovos”, você fica com medo do que vai falar, ansiosa o tempo todo, com uma tensão constante, e pensa: “Se eu fizer isso ele(a) vai ficar chateado(a), vai brigar”, você não está sendo você. Essas pessoas precisam de ajuda profissional, mas raramente se identificam ou aceitam serem ajudadas.

Com a terapia de casal é possível melhorar um relacionamento tóxico, mas isso só acontece se os dois estiverem dispostos. Se houver interesse de apenas um, será trabalhado para que haja o término do relacionamento, pois de nada adiantará o esforço de mudança de um, se o outro continuará puxando o relacionamento para o padrão de submissão e dependência que estava anteriormente.


Fonte: Pesquisa Google: Terapia de casal

A pessoa que é abusadora precisa se autoconhecer para identificar suas vulnerabilidades, entender o por quê sente a necessidade de controle, de se sentir superior ao outro, de gerar medo, perseguir, criticar e fazer a pessoa que diz amar, se sentir mal. É importante trabalhar essas questões internas, entender de onde vem isso para que possa lidar com elas e melhorar seu comportamento. O que se pode observar é um forte indício de baixa autoestima, em que o abusador se coloca como superior para camuflar esse sentimento. Tirar essa capa, para ele, significa deixá-lo vulnerável e é o momento em que surgem inseguranças e medos, como por exemplo, se a outra pessoa vai continuar gostando dele ou se interessará por outra. Para construir uma relação saudável é preciso abrir mão de achar que está sempre certa. As duas pessoas no relacionamento são iguais e precisam se respeitar.

Sabemos que não é saudável ficar com alguém que não se importa com seus sentimentos, que não te dá afeto, e muitas vezes até te violenta física e/ou emocionalmente, por que, então, tanta gente se mantém conectada nesse tipo de relação? É necessário acabar com a crença de que aquilo que o atual parceiro tem a oferecer é o melhor que se conseguirá. Relacionamento saudável dá a sensação de paz, leveza e felicidade.

Já comeu alguma coisa estragada na sua vida? Muito provavelmente que sim. Quem nunca passou por isso, não é mesmo? Pois bem, então você deve saber o mal que faz e o quanto nos deixa debilitados. Assim são os relacionamentos tóxicos, que além de não nutrir, arranca sua energia, e abala violentamente a sua autoestima.

Muita gente acha que apenas violência física é sinal de abuso na relação e não percebe o quanto as palavras afetam e provocam danos no psicológico. Não permita com que ninguém limite seu espaço, diminua seu valor, atrapalhe seu sorriso, estreite seu caminho e nem te impeça de avançar.

Jung afirma que “Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta”. Então, eu te convido a olhar para dentro de você, destravar sua mente, romper com as crenças limitantes, com as ilusões, sair do tormento e encontrar a sua razão, a sua verdadeira paz. Ficar numa relação por comodismo ou medo de perder o(a) parceiro(a) e ficar só, gera dependência emocional. Não se anule! Reconheça o seu valor. Quem conhece o seu valor sabe que não precisa de migalhas de amor e muito menos mendigar reciprocidade. Não perca a oportunidade de encontrar alguém que possa realmente te fazer feliz.

Se você ainda não sabe o seu valor, vamos mudar isso! Autoconhecimento é a chave para uma vida mais leve e feliz. Escolha evoluir sua autoestima e vamos juntas!

Mais um Motivo para ganhar – Coluna Bem Viver – Jornal O Extra

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©2023 por Renata de Azevedo | CRP 05/39594

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